Quem sou eu
- Jéssica
- As vezes palavras, as vezes silêncio, sou nada e ao mesmo tempo tudo.Impulsiva. Teimosa. Um pouco hipocondríaca. Entre flores e ursinho fofo, sem dúvida chocolate. Movida à musica. Livros. E as vezes para fugir da rotina, eu surto, assim, de leve.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Nada é eterno
Luísa, sessenta e oito anos, viuva, melancólica e solitária. Bóris, seu gato cinza, talvez seja o único ser vivo, o qual se relaciona. e seu único meio de distração, são os livros empoeirados de sua biblioteca. quase todos já lidos. sua vida é pacata. nas paredes de sua casa própria, o sabor clássico de quadros antigos em pinturas americanas. usa louças velhas e mobilias velhas. professora de literatura já aposentada, amante de Drummond. fora casada com um advogado, três anos mais velho que ela, cujo nome era Augusto; que por sinal foi seu primeiro e único homem. formavam o casal dos sonhos de muitas mulheres .o que causava inveja de muitas. pessoas que diziam que era impossivel que vivessem o tempo todo em harmonia. mal sabiam que de fato, jamais houve uma só briga entre eles. Augusto fora um grande marido que sempre se submeteu as vontades de Luísa. infelizmente, fora vitima de um ataque fulminante que o levou justamente no dia do trigésimo aniversário de Luísa. quando ajoelhado aos pés de Luísa, desmaiou. após declarar à amada seu grande amor. pouco depois de ser felicitado com a noticia de que seria papai. Luísa que sempre fora sorridente, cantava com os passáros todas as manhãs. desde seu trigésimo aniversário, deixou de cantar, de sorrir, e por pouco deixou de viver. principalmente pelo aborto que tivera, três meses depois da morte de Augusto. o que lhe causou mais tristezas. Luísa então que fora uma mulher vaidosa, alegre, e apaixonada pela vida. tornou-se uma mulher amarga, fria...e infeliz. Luísa hoje, pouco sorri. exceto quando sentada na sua cadeira de balanço, recua ao passado remoto, e relembra o tempo em que era feliz. o tempo em que ela tanto desejou que fosse para sempre. a lágrima que escorre não é somente nostalgia, mas também revolta, por ser obrigada à aceitar que nada é eterno, tudo lamentavelmente, é efêmero.
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linda historia. envolvente. disse sobre minha narrativa do amor, mas exalto em alto e bom som o quanto admiro seus textos... e admiro muito!
ResponderExcluiré repetitivo dizer, mas é lindo tudo o que aqui se le. fico muito feliz com suas visitas ao 'meu particular, minha própria bolha de ar' e mais ainda por ter permissao de entrar nos seus mais lindos e profundos devaneios ou anseios de amor e amar.
(:
ps. desculpe pelas rimas, mas é um vício, uma mania, um defeito... é algo que faço e gosto muitas vezes nem percebo.
beijos.