E, de repente estou eu, afastada de tudo que não me agrada.
Carícias de vento que tocam meu rosto.
Sem bagagem. Sem destino. Só o verde. Uma música.
Respiro e inspiro bálsamo.
Longe do barulho, da sujeira, da desordem.
Pássaros cantando em gaiola aberta.
Eu brincando de desenhar com as nuvens.
E minha sombra brincando de se esconder.
De repente, somem; o sol, as nuvens, e a sombra.
O despertador toca, é hora de levantar.
Foi só um sonho.
De volta ao caos.
Sentada, eu percebo que, o sonho é uma desconexão com a realidade.
Com o sonho eu salto a janela da liberdade. Sem repreensões.
Eu ando pelos caminhos perigosos, ou não. Eu desenho nas nuvens. Eu voo, eu caio. Eu bebo, eu grito, eu xingo. Eu vejo, eu sinto. Eu posso, tudo.
E não me limito a nada. Eu não disfarço, eu realizo.
Sem restrições. Sem sociedade.
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